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21/09/2026
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Por
Carlos F. de Hollanda
CONTO - SURPRESAS E ATRAÇÕES DAQUELA ESTANTE
Livros... Páginas que seguem a absorver atenção e expectativas.
Não há o que substituí-los com suas entranhas e enredos, segredos ocultos pelas capas em que vislumbramos as maravilhosas viagens.
São rotas, caminhos que nos levam longe.
Livros... Páginas que seguem a absorver atenção e expectativas.
Não há o que substituí-los com suas entranhas e enredos, segredos ocultos pelas capas em que vislumbramos as maravilhosas viagens.
São rotas, caminhos que nos levam longe.
Desde criança tal fascínio me absorve a curiosidade. Primeiro os livros infantis com narrativas e ilustrações, desenhos, pinturas ou fotos fazendo sobressair cores ou figuras em construções estéticas. Então temos imagens escolhidas pelos autores e também ilustradores.
E dessa forma, nos direcionam para a ligação texto e figuras.
E, pouco depois, a curiosidade pelas narrativas a me chamarem pelos títulos e capas, antessalas dos enredos. As capas e contracapas em cores vivas atraem atenção e, assim também, conteúdos que podem ou não condizerem com nossos objetivos...
E eu ficava a contemplar, além dos livros que ganhava, uma estante de meu tio, que também guardava livros de minha mãe. Lombadas enfileiradas com seus títulos... Para mim não representavam uma barreira, mas um portal, pois sabia que dentro de cada cápsula daquelas havia tesouros.
E eram exemplares sem figuras! No entanto aprendi algo mais excitante: os textos me faziam criar imagens, muitas imagens! Paisagens e cenas que minha imaginação descortinava, inventava! Penso que cada leitor desvenda um mundo seu, seu e do escritor.
Era a magia que aquelas escritas causavam!
E havia um daqueles livros que me chamava a atenção. Um livro relativamente fino que me assustava e atraía.
Os tempos passavam e aquela estante seguia nas mudanças de casas que minha avó tanto gostava de fazer, transformando cada uma em novo lar. E eu junto, em novas ruas, vizinhos, amizades, espaços a serem investigadas, descobertas.
Até chegarmos a uma casa em que aquela estante mais uma vez se postou a minha frente. E aquele livro lá estava. Seu título? NOSSO LAR... Mas que lar seria aquele? As casas em que moramos?
Certo dia, já adolescente lanço mão dele. Na capa como que uma construção de um suntuoso prédio com colunas imensas e majestosas ladeando uma escada com pessoas a subirem em direção a uma entrada. Sim, estariam indo para um lar. Abro aquela capa: uma página com dedicatória a minha avó datada de doze de março de mil, novecentos e cinquenta! Sob o título: Obra mediúnica... Era sua quarta edição de mil, novecentos e quarenta e nove...
Corri o dedo por seu índice e cada título mais me encantava. Foi uma leitura apaixonante! Aquele nosso lar era um novo mundo, uma nova esperança!
Ah! As cenas que aquelas palavras “escreveram” para minhas criações em uma tela, em meus pensamentos, em minha vida!
Até hoje conservo esse exemplar como algo único: a eterna arca de maravilhas!
Mesmo sem ter o dom da Psicometria, ao tê-lo em mãos revejo em pensamentos as cenas reveladas nessa breve história...